Entre ilhas de palavras e marés de pensamento
O horizonte que une essas ilhas é, em grande medida, o modernismo — esse momento de ruptura, invenção e inquietação que redesenhou o modo de pensar e fazer arte. A partir dele, e para além dele, este espaço pretende reunir notas de leitura, reflexões breves e observações sobre obras, autores, movimentos e ideias que atravessam o campo da cultura.
Sou professor de Literatura no curso de Letras da Pontifícia Universidade Católica de Goiás desde 2011, enquanto substituto, e a partir de 2014, efetivo. A partir do período do mestrado, a docência passa a caminhar ao lado da pesquisa e ao longo desse percurso acadêmico, um nome tem ocupado lugar central nas minhas investigações: Mário de Andrade. A partir de sua obra — múltipla, inquieta e profundamente brasileira — tenho buscado compreender algumas das tensões, projetos e experimentações que marcaram a literatura modernista.
Arquipélago das Palavras nasce, portanto, desse encontro entre sala de aula, pesquisa e leituras que realizo ao longo dos anos. Não pretende ser um porto definitivo, mas um conjunto de ilhas em constante formação — lugares de parada provisória para quem se interessa por arte, especialmente a literatura. Se cada leitura é uma viagem, que estas páginas funcionem como pequenas rotas possíveis.
Vitor Vitoy


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